sexta-feira, 24 de junho de 2011

See you soon Alex...


            Nunca tinha parado para me abrir em relação a um assunto tão delicado, o suicídio do Alex.
Quando ele se foi assim sem se despedir, tive um turbilhão de sentimentos dentro de mim: tristeza, abando, raiva, solidão, melancolia...
Às vezes um de cada vez, ou às vezes todos misturados, posso afirmar somente que até hoje um deles, ou todos de uma vez me visitam ao menos uma vez ao dia.
Às vezes (todos os dias) prefiro me enganar para ficar bem, minto para mim mesma que ele viajou e que qualquer dia ele volta ou me escreve, e fico nessa eterna espera de cartas que nunca chegaram, assim como scraps que nunca serão respondidos.
Tem muita gente que pensa, mas, não fala que devo ser uma boba por depois de quase quatro anos sofrer por uma pessoa que preferiu desistir da vida a tentar superar os problemas, mas sabe, se amarmos uma pessoa de verdade (não estou falando de amor carnal) devemos pelo menos amá-la mesmo depois da passagem para outra vida, pois assim a manteremos viva dentro de nós.
         O suicídio deixa nas pessoas que ficam uma sensação de culpa, incapacidade em relação à pessoa amada que cometeu o ato, quantas vezes, perguntei-me por que não poderia ter salvado-o, por que não tive este poder? Recebo como resposta ecos de vazio sem fim dentro de mim, um vazio que existe até hoje, e acho que nunca conseguirei preencher.
Porém, o que me assusta é saber que as pessoas (aparentemente) tenham esquecido tão rapidamente dele, talvez esteja enganada, quem sabe as pessoas não falem dele como uma forma de mascarar a dor, mas hoje tive vontade de tirar todas às mascaras e falar daquilo que mais me machuca: a ausência do Alex.  

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